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Por Que Você Deveria Incentivar Sua Equipe A Usar Mais O LinkedIn

Por que você deveria incentivar sua equipe a usar mais o LinkedIn

Eu dou muitos treinamentos sobre LinkedIn e uma das questões que mais escuto durante as aulas é “tenho receio em usar muito ou me expor e meu chefe achar que estou querendo sair da empresa” ou, do próprio chefe “dá para usar o LinkedIn além de um currículo, para ajudar a empresa, por exemplo?”. Responderei essas questões nas próximas linhas.

Como o LinkedIn mudou minha carreira

Eu comecei a usar o LinkedIn de forma intensa só depois que realmente vivi uma situação difícil. Até 2014 eu era completamente focada na empresa que trabalhava, não cuidei da minha imagem profissional, não expandi minha rede, achei que para ser uma boa funcionária não poderia nem olhar para o lado e ser muito focada apenas no negócio. Esqueci de cuidar de mim e não me dei conta de que se eu perdesse aquele emprego seria difícil conseguir outro. Aliás, se quer saber, nunca nem pensei que poderia perder aquele emprego, eu estava tão acostumada com ele que achava que ficaria lá por anos e anos.

Mas um dia as coisas mudaram. A empresa foi reestruturada, eu já não estava mais empolgada, tudo estava se transformando. Um estresse violento me levou a um quadro de saúde preocupante quando repentinamente perdi a capacidade de interpretar textos momentaneamente. Tirei licença do trabalho a pedido da neurologista, tentei descansar. Quando voltei até fui homenageada por tempo de empresa, mas dias depois fui demitida com mais 80 pessoas. Senti um misto de alívio e preocupação, mas inicialmente não fui procurar um novo emprego, eu queria descansar.

O problema é que quando decidi que queria um emprego não sabia sequer o que fazer. Meu currículo estava completamente desatualizado e eu também desmotivada. Parecia muito chato ter que atualizar linha por linha. Eu já tinha uma conta no LinkedIn, mas ela estava abandonada e bem incompleta. Eu não sabia como usar a rede para encontrar oportunidades. Eu tinha apenas alguns contatos, pessoas que eu já conhecia pessoalmente. Por tudo isso, não era nada interessante usar o LinkedIn no dia a dia de trabalho, afinal, eu pensava que se alguém da empresa me visse na rede em horário de trabalho, geraria um enorme problema. Eu não consegui um novo emprego pelo LinkedIn há 3 anos, na verdade voltei a trabalhar porque uma amiga indicou uma vaga pelo Facebook. Mas assim que voltei a trabalhar, voltei também com uma grande lição aprendida: eu precisava fazer as coisas diferente. E foi aí que atualizei todo meu perfil e passei a produzir e publicar conteúdo sobre minha área na rede.

Aos poucos as coisas foram mudando. Ao escrever sobre o que eu entendia em meu perfil, comecei a criar uma imagem de referência. Passei a atrair oportunidades profissionais, foram vários os convites. E menos de um ano depois de estar trabalhando de novo, eu precisei escolher entre ficar ou ir empreender e me realizar no que eu queria. Decidi pedir demissão e há dois anos sou uma empreendedora. Eu já era uma profissional de marketing e meu foco era marketing de conteúdo, então decidi aplicar o que sabia sobre a metodologia focado em carreira. Ou seja, em como produzir conteúdo poderia ajudar profissionais a se destacarem em seus perfis. Esse trabalho de dar aulas e treinamentos sobre o assunto faz parte da minha atividade empreendedora, dentre outras coisas (eu também sou autora de dois livros, dou palestras, aulas em pós-graduações de universidades, curso doutorado e acabei de me tornar sócia de um empreendimento na área de finanças).

Todo o meu movimento no LinkedIn me trouxe grandes coisas. Eu passei a não precisar mais procurar oportunidades, elas vinham até mim. Hoje tenho um perfil que é o segundo maior no Brasil em número de seguidores, são quase 800 mil e eu me orgulho em ser uma pessoa comum que pode ser lida por tanta gente. Recentemente, fui até a Áustria a convite do LinkedIn para trabalhar em um projeto com eles. Quem diria que isso aconteceria um dia? Por tudo isso eu me especializei cada vez mais em LinkedIn e tenho ajudado muitas pessoas a usar melhor a rede.

Mas a grande questão é que o Linkedin não serve apenas para fortalecer imagens de profissionais individualmente. A rede é excelente para gerar negócios, prospectar e também fortalecer e humanizar a imagem de empresas.

Por que você deveria incentivar sua equipe a usar mais o LinkedIn

O LinkedIn avançou tanto que há meses ele não é mais uma rede feita apenas para ter um currículo ou procurar emprego. São mais de 546 milhões de usuários no mundo e no Brasil passamos dos 30 milhões. Além de ter um perfil na rede, é possível ter uma página de empresa, ou seja, uma company page. Por lá a empresa pode ter seu logotipo e informações institucionais. E conforme os funcionários da empresa se vinculam à página, mencionando que trabalham ali, eles passam a aparecer na página do negócio também como funcionários que trabalham ali. Eles agora levam junto um pouquinho da empresa em que estão, seja de forma direta ou indireta.

Nos últimos meses pude dar treinamentos para empresas que perceberam um grande potencial no LinkedIn e que podiam incentivar seus times a estar presente e ativo na rede, porque entenderam que isso também poderia fortalecer a marca da empresa e gerar negócios.

Preocupar-se se o seu funcionário pode acabar saindo da empresa por estar no LinkedIn é algo que deve estar presente independentemente de incentivá-lo a usar a rede ou não. A verdade é que se ele estiver insatisfeito mesmo, vai encontrar formas de ir trabalhar em outro lugar.

Quando alguém usa o LinkedIn para ser útil e relevante por meio de suas postagens, consegue criar, aos poucos, uma imagem de alguém muito bacana e atualizado, que não tem medo de compartilhar. Quando falamos em produção de conteúdo a ideia é doar primeiro, para depois ganhar. Ou seja, gastamos tempo criando conteúdo legal de nossa expertise, que pode ajudar outras pessoas. Logo, elas nos verão como alguém fortemente associado ao assunto e naturalmente, sempre que ele surgir, lembrarão daquela pessoa. É assim que novas oportunidades podem se conectar aos perfis e às empresas, afinal, em meio a tanta concorrência, se quisermos ser vistos, precisamos nos mexer.

Quando seu funcionário usa a rede, mesmo em horário de trabalho, para se conectar a pessoas e mostrar-se relevante em sua área por meio de posts no feed, vídeos, artigos e compartilhamentos, seu negócio também está ganhando. Enquanto está naquela função, ele pode levar um pouco da empresa junto. Mesmo que amanhã ou depois ele saia do negócio, tudo bem. O que importa é que um dia ele esteve ali e exerceu aquele cargo, isso fortaleceu a imagem de quem ele era profissionalmente naquele momento. Talvez ele continue naquela área, talvez até mude de cargo depois, mas de todo modo ele se mostrou um profissional atualizado naquele período.

Empresas que enxergam o LinkedIn muito além de um currículo passam a incentivar que seus funcionários estejam na rede de forma ativa. Mas sempre que estimulamos a autonomia, vale a pena alinhar as restrições. Ou seja, mostrar que como representante da empresa de alguma forma, é preciso ser cuidado nas postagens e ate nas curtidas, afinal, elas também são uma forma de endosso. Na era das vendas sociais é bem legal usar o LinkedIn para procurar pelas pessoas com as quais se deseja falar, assim você já sabe um pouco mais sobre ela antes de entrar em contato. E acessando a company page de uma empresa, descobre também a pessoa certa com quem você deveria falar sobre um determinado assunto e diminui muito a barreira de abordagem, afinal, se ela está na rede, está naturalmente muito mais aberta a conversar.

Se você é um gestor e sentia medo de incentivar seus funcionários a usar o LinkedIn, é hora de rever a ideia. Você pode estar perdendo uma enorme change de tornar cada um dos funcionários um verdadeiro embaixador. Alinhando a estratégia com seu time, pode mostrar a importância de compartilhar os conteúdos da empresa para a sua rede pessoal e incentivar que participem escrevendo sobre aquilo que dominam na empresa. Não é preciso revelar nenhum dado sigiloso sobre o negócio, apenas ser útil falando sobre sua expertise, humanizando as relações.

Dicas para incentivar que seu time seja mais ativo no LinkedIn

  1. Em primeiro lugar, garanta que sua empresa tenha uma company page já criada no LinkedIn. Você pode verificar isso pesquisando pelo nome dela na busca. Se ainda não tiver, pode criar uma aqui, preencher as informações, colocar o logotipo e pedir que os funcionários se atrelem à página, mencionando-o quando registrarem suas experiências profissionais em seu perfil individual.
  2. Depois, é importante que você mesmo navegue pela rede, conecte-se à pessoas, descubra gente legal que merece ser seguida. Ou seja, explore o potencial da plataforma para que você mesmo perceba que ela é muito mais que um currículo ou sobre procurar emprego.
  3. Bata um papo com seu time, incentive que eles atualizem o perfil, que usem fotos atuais, enfim. Mostre que a empresa acharia bacana que cada um de seus representantes tivesse uma imagem alinhada e bacana na rede. Mostre como eles podem produzir conteúdo no feed, vídeos e artigos, falando sobre seus livros preferidos, acontecimentos na empresa, cursos que estão fazendo ou dando dicas sobre sua área, baseando-se em suas experiências profissionais e pessoais. E ainda, que ali eles podem localizar potenciais clientes e saber mais sobre eles, diminuindo a barreira de aproximação.
  4. É importante alinhar restrições e mostrar que é preciso ser cuidadoso. Não dá para postar qualquer coisa e sempre há dados que não devem ser revelados sobre o negócio.

Se você quiser aprender muito mais sobre o LinkedIn e descobrir por que ele é bem mais que apenas procurar emprego de forma direta, participe de uma das minhas turmas de treinamento. Você pode inclusive enviar uma ou mais pessoas de sua equipe. Veja as próximas:

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